Aulas de Xadrez

terça-feira, 31 de março de 2009

Columna Arbitral Marzo - Por el IA M. Hermida



A CATEGORÍA DE UM ÁRBITRO


Em esta nova coluna, farei uma análise detalhada sobre a nova regra que entrará em vigor para a categorização dos árbitros. É um tema importante que não se pode deixar de ler e um material exclusivo para os árbitros.
Na parte das Leis comentarei dois casos que aconteceram em minhas últimas atuações e que servirão de exemplo para jogadores e novos árbitros.

De que Categoría falamos?

A Comissão de Árbitros da FIDE incorporou um novo regulamento que trata da Categorização para os Árbitros FIDE e os Árbitros Internacionais de cada país.
É uma nova necessária questão. As Federações filiadas a FIDE deverão enviar uma lista com os árbitros ativos e inativos e suas categorias, que logo serão avaliadas pela Comissão de Árbitros.

Considerar-se-á um árbitro internacional (AI) como Inativo se em um período de dois (2) anos no tenha atuado como árbitro em nenhum torneio internacional de xadrez, de acordo com o Art. 4.6 do regulamento de Títulos de Árbitros da FIDE.

Considerar-se-á um árbitro FIDE (AF) como Inativo se em um período de dois (2) anos não tenha atuado como árbitro em nenhum torneio de rating pela FIDE, de acordo com o Art. 3.5 do regulamento de Títulos de Árbitros da FIDE.

Os AI e os AF Inativos se publicarão em uma lista separada por um termino de 2 anos. Esta lista será modificada com a colaboração das Federações e a aprovação da Assembléia Geral da FIDE.

Um árbitro Inativo deixará de ser-lo se arbitra ao menos dois (2) torneios correspondentes aos itens citados. Neste caso a Federação de cada país enviará una solicitação à Comissão de Árbitros.
Para o controle dos AI e AF Ativos as categorias serão quatro (4):

Categoria A
Categoria B
Categoria C
Categoria D

Na Categoria A somente poderão classificar-se os Árbitros Internacionais, que terão de cumprir, entre outros, os seguintes critérios: ter demonstrado um excelente conhecimento das Leis do Xadrez e do Regulamento de Torneios e que não lhe tenha sido imposto nenhuma sanção em sua atividade como Árbitros, ter atuado como Arbitro Principal ou Adjunto em Olimpíadas, Mundiais, Copa do Mundo, Gran Prix da FIDE, entre outros, nos últimos cinco (5) anos.

Na Categoria B somente poderão classificar-se os Árbitros Internacionais seguindo os mesmos critérios da Categoria A, mas que tenham atuado como árbitro principal ou adjunto, em ao menos dois (2) torneios Continentais ou torneios Mundiais secundários nos últimos cinco (5) anos.

Na Categoria C serão relacionados os AI e AF que tenham atuado em ao menos dois (2) torneios Continentais secundários ou torneio pelo Sistema Suíço com mais de 150 jogadores nos últimos cinco (5) anos.

Na Categoria D serão classificados os AI e AF restantes.

A Categoria de cada árbitro servirá em primeiro lugar para ter uma classificação dentro do país e, sobretudo para efeitos de designações nos diferentes torneios da FIDE.
Para dar um exemplo, somente os AI que pertençam as Categoria A o B poderão ser Árbitros Principais dos torneios mundiais. Abaixo a tabela com as especificações completas:

5.2. A seguinte tabela indica as designações de AI e AF, dependendo de suas Categorias e do torneio:



A, B, C, D: Categorías dos AI y AF
TM principal: torneios Mundiais principais, conforme 3.2.3
TM secundário: torneios Mundiais secundários, conforme 3.3.3
TC principal: torneios Continentais principais, conforme 3.3.3
TC secundário: torneios Continentais secundários, conforme 3.4.3

Um resultado mal informado

Todos já passamos por isto e por muitas vezes tudo foi solucionado sem tantas conseqüências, mas o sabor amargo de ter informado um resultado errado é difícil de dissipar.




Recentemente fui indicado para ser o árbitro principal das Semifinais Promocionais Sub 8 a Sub 18 da Argentina, que foram realizadas em La Cumbre, Córdoba, com 237 meninos e meninas de todo o país. Uma festa do xadrez promocional

Terminada a primeira rodada, um árbitro me entrega os resultados de uma categoria e providencio o correspondente emparceiramento. Uma vez conferido, publicamos.
Passada mais de uma hora e faltando menos de 20 minutos para ter início a segunda rodada, já que nesse dia se jogavam duas rodadas, chega a reclamação de que um jogador tinha ganhado e que o colocaram como perdedor.
O árbitro da categoria tinha entendido mal o resultado e colocou erroneamente o resultado.
O árbitro principal tinha vários caminhos a seguir, baseando-se na regulamentação e sobre tudo no critério desse momento.
Revisemos o que expressa as Leis do Sistema Suíço no seu artigo C4.01 neste caso e tratemos de chegar a una correta solução no futuro.

F6. Um emparceiramento publicado oficialmente não será mudado a não ser que transgrida os critérios absolutos de emparceiramento (B1 e B2).

Estes critérios são:

B1.
a) Dois jogadores não podem jogar entre si mais de uma vez.
b) Um jogador que tenha recebido um ponto sem jogar, seja por um descanso ou por WO, não poderá ser Bye.

B2.
a) No teremos jogadores com diferencia de cor maior que +2 ou menor que -2.
b) A nenhum jogador lhe será dado à mesma cor por três vezes consecutivas.

Continuamos:

F7. Se foi anotado incorretamente um resultado, ou se jogou uma partida com as cores trocadas, ou temos de corrigir o rating de um jogador, isto afetará somente os emparceiramentos a serem realizados no futuro. Se afeta os emparceiramentos já publicados mas ainda não disputados, o arbitro terá a decisão.

Foi nisto que tomei como base para não trocar o emparceiramento já publicado. O tempo que tinha transcorrido desde a publicação até a reclamação. O critério do árbitro em trocar um emparceiramento por um erro de resultado deve estar relacionado com o tempo que esteve publicado e se não transgride os critérios absolutos. Qualquer reclamação realizada por algum jogador porque se trocou o emparceiramento e ao não ficar sabendo desta troca, se sinta prejudicado, o árbitro e a organização perderiam qualquer recurso em um Comitê de Apelação. Para as rodadas futuras o árbitro está autorizado a trocar o resultado mal informado ou incorretamente anotado. Se os que assinaram errado o resultado são os próprios jogadores o árbitro decidirá se a troca será feita ou não.
Recomendo que os árbitros façam anotar os resultados a seus jogadores, sobretudo se são menores.

Agressão repudiada

O segundo caso curioso que me aconteceu recentemente foi durante a arbitragem do tradicional torneio por equipes “Playas de Necochea”, que se disputa anualmente e que sempre é uma festa de confraternização, amizade e boas recordações, já que as equipes representam todo o país e o evento é um momento de reencontro para muitos jogadores. Como árbitro, é uma grande alegría fazer parte desta festa. O ritmo de jogo, 45 minutos por jogador, faz que as partidas sejam muito tensas no final e o evento está cheio de matches que terminam com apuros de tempo infernais.
Em uma partida o jogador de peças brancas se encontra, realmente, muito apurado de tempo, mas, sobretudo muito nervoso. O jogador de peças pretas, também sob tensão, está, aproximadamente, com dois minutos em seu relógio. Agora relatarei o proceder do jogador branco nos instantes seguintes: realiza duas jogadas com as duas mãos ao capturar as peças, em voz alta comunico: “jogue com uma mão, por favor”, continua jogando e derruba, creio motivado pelos nervos, varias peças ao jogar. Com o tempo do adversário, arruma as peças, quase tremendo. Em segunda instancia volta a derrubar mais peças, pressiona o relógio e o jogador das peças pretas e o público começa a queixar-se. Em todo momento, estive vendo estas infrações. Meu proceder, regulamentar, foi deter o relógio e adicionar um tempo que achei prudente ao jogador de peças pretas, que segundo meu critério, tinha sido molestado e prejudicado pelo seu rival. Neste momento, recebo uma queixa muito forte do jogador da peças brancas. A partida continua e visivelmente nervoso, o jogador de peças brancas perde o controle de suas peças e cai derrotado.
A reação foi muito brusca, levantou-se e jogou em minha direção uma peça que atingiu a minha orelha. Neste momento, é quando o árbitro deve ficar mais tranqüilo que nunca, por mais que a situação venha a piorar, comuniquei ao capitão desta equipe que seu jogador estava expulso da competição.
Logo recebi muitas manifestações de solidariedade dos jogadores e da imprensa que publicou este incidente em seu jornal. O jogador justamente era da equipe titular da cidade anfitriã.

Resumindo, aos árbitros recomendo manter a tranqüilidade. Se bem que é um momento tenso, não é um lugar para consertar as coisas.
Si a situação se põe mais complicada, teremos de chamar apolicia e denunciar o agressor aplicándo a lei contra disturbios em eventos deportivos.

Para finalizar esta coluna, quisera informar que a Federação Internacional de Xadrez (FIDE) me designou como membro duas importantes comissões, rodeado de experts de todo o mundo, a Comissão de Árbitros da FIDE e a Comissão Técnica da FIDE. Para minha carreira é uma situacão altamente emocionante e espero aprender muito. Neste momento desejo expressar meu mais sincero agradecimento à Comissão Diretiva da Federação Argentina, em especial a seu Presidente Ramón Nicolás Barrera e ao Presidente da Confederação de Xadrez das Américas,

IA Jorge Vega Fernández pelos seus constantes apoios.

Frase do Mes

“Siempre trata de ser el mejor, nunca te creas el mejor”


Para cualquier consulta o preguntas arbítrales te podes comunicar con el Arbitro Internacional Marcelo Mariano Hermida hermidamarcelo@yahoo.com.ar

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